Esse mês tivemos o lançamento do filme Coringa, um drama incrível que relata a história do Arthur, antes do vilão. Um filme muito bem pensado que chega ao ponto de nos fazer torcer pelo vilão, concorda? Você também já viveu isso? Já torceu pelo vilão em algum filme?

Eu acho impressionante a capacidade de alguns autores e diretores de prenderem sua atenção de ponta a ponta numa história tão angustiante. Eu não sei o que chamou a atenção de vocês, pra mim, dois pontos me chamaram muita atenção. Como psicanalista eu pirei nas loucuras do Arthur (Coringa) e nas histórias super elaboradas na esquizofrenia da mãe dele, e como profissional de desenvolvimento fiquei realmente intrigado o quanto estamos construindo ambientes tóxicos para nossa mente.

Mente humana

Filme coringa - mente humana

A mente humana é uma das “maquinas” mais fabulosas que já conheci, com uma capacidade incomparável de possibilidades, mas que nós, dentro das nossas “caixinhas”, absolutas temos grandes dificuldades de lidar com tamanhas diferenças. A psicose, como o autismo, são estruturas mentais que lidam com o mundo de maneira diferente e que ao se relacionarem com a sociedade serão, muitas vezes, submetidos a nossa “normalidade” e quando não se enquadram nisso são excluídos ou descriminados a ponto de ficarem marginalizados do dia a dia, como mostra o filme Coringa.

Não tenho dúvidas que a nossa relação com o mundo está mudando, mas o quanto estamos no caminho certo nesta construção já não posso dizer o mesmo. A velocidade e superficialidade que estamos lidando com algumas questões como educação, cultura e trabalho me preocupa muito. O ser humano submetido a uma condição de vida sem perspectiva pode em algum momento se revoltar contra o sistema, seja ele qual for, seja numa relação afetiva, um sistema econômico ou social.

No final, como todo bom filme, ele me gerou algumas sensações. A satisfação de ver uma boa fotografia, um excelente storytelling e a atuação incrível de Joaquin Phoenix, por outro lado uma certa angustia por todo drama do personagem, questionamentos internos sobre como estamos equilibrando nossa vida e o que mais me mobilizou, o quanto estamos tratando as diferenças que existe entre nós mesmos.

 

#indicaí

E pra você que gosta de filmes que exploram a pluralidade da mente humana separamos 3 grandes obras que exploram bastante essa questão:

 

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